A estratégia mais perigosa hoje é estar 100% em Real

Enquanto algumas pessoas estão se espantando com notícias de grandes empresas internacionais como a Tesla ou Square comprando Bitcoin com seus balanços, elas provavelmente deveriam estar se perguntando se faz sentido manter 100% do caixa em moeda fiduciária.

Michael Saylor e MicroStrategy

Não só a MicroStrategy, mas diversas outras empresas de capital aberto buscaram por alternativas de reserva de valor.

Em 11 de agosto de 2020, a maior companhia de inteligência empresarial do mundo investiu US $250 milhões em Bitcoin, tornando essa a sua principal estratégia de tesouraria.

Ao longo dos meses, ela foi aumentando a sua posição realizando a estratégia de preço médio e atualmente possui mais de 91 mil bitcoins, o equivalente a US $4,3 bilhões, com aportes que somam US $2,1 bilhões. Mais de 100% de ganhos em menos de um ano.

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Tesla e Elon Musk

Elon, por meio da sua montadora Tesla, anunciou a compra de US$1,5 bilhão em bitcoins, a principal criptomoeda do mercado.

A Tesla disse que a compra é uma tentativa de maximizar a rentabilidade do dinheiro que não é usado nas operações do dia-a-dia do negócio.

A Tesla, diferente de outras empresas, não busca o bitcoin como reserva de valor e sim como um investimento com grande potencial de crescimento.

Além de investir, a Tesla pretende aceitar bitcoin e outras criptomoedas como meio de pagamento em um futuro próximo.

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Impressão massiva

Observando os dados do Federal Reserve de St. Louis, a única das 12 sedes do Banco Central americano que publica informações sobre a oferta monetária de dólar, vemos que em períodos de crise a emissão de dinheiro tende a aumentar.

Mesmo assim, não há precedentes para o que aconteceu em 2020 com o início da pandemia de covid-19 e a velocidade de impressão de dólares que continuou em 2021.

Injeções de dinheiro

Com a vitória do democrata Joe Biden, mais favorável às massivas injeções de dinheiro na economia, a tendência é que esse cenário se agrave. Prova disso é o auxílio de US $1,9 trilhão aprovado recentemente para debates e segue em tramitação no Senado americano.

Desvalorização do real

O real foi a 6ª moeda que mais se desvalorizou em 2020 em relação ao dólar: caiu 22,4%. Ficou atrás somente das divisas da Venezuela, Seychelles, Zâmbia, Argentina e Angola. O levantamento é da Austin Rating.

A desvalorização do real frente à moeda norte-americana tem relação com a aversão ao risco associada à pandemia da covid-19, o que fez com que investidores retirassem recursos de países emergentes, caso do Brasil, para aplicar em ativos mais seguros.

Além disso, a pandemia fez com que os gastos públicos aumentassem, diante da necessidade da criação de estímulos como o auxílio emergencial e de outros gastos extras com infraestrutura e saúde.